quarta-feira, 16 de abril de 2014

proteção

penso demais. o tempo todo coisas estranhas. preciso me distrair com qualquer coisa que seja para que não venham sombras na mente. mas de repente tudo pára e percebo que a sobriedade proporciona segurança
tenho medo de não ficar sóbria.
sei que não preciso, também.
cada um encontra seu limite. preciso trabalhar os elementos
não existe fé diante do medo
de perder qualquer coisa que lhe seja importante
infortúnio.
tomar cuidado com energias estranhas.
trabalhar. sempre.
não se pode vacilar pois te alvejam por trás 
por mais ínfimo que seja o motivo
não podemos ficar a mercê

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

NUVEM

a ansiedade bate no peito e me falta ar
procurando sem saber o que encontrar
eis que olho pro céu e me espanto
a nuvem fez o Sol perder o encanto
chuva de verão caindo no telhado
umidade sufocando coração encharcado
de fumaça
e não há nada que eu faça
pra fazer isso passar
faz-me lembrar dos medos
naufragados nesse mar

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Constância

Procurei as causas da dor. Parece que estamos todos sujos, que o concreto é poluição, mas
não como essência orgânica, é poluição porque é usada para nos trair, nos dominar
os muros são manchados de sangue, lá deixamos nossas histórias, mas o concreto é ao mesmo tempo tão efêmero que questionamos a necessidade de sua existência
da existência de muros enquanto barreiras, enquanto prisões. sem nem tentar derrubá-los, depois de preenchê-los
precisamos procurar
outros muros
como novas folhas
em branco
do grande livro efêmero da história
que é o tempo

O Mundo

Há muito tempo
que serpentes de fogo
saltam da terra
pra dentro do mar
ao pular da montanha
começam a voar

As coisas
devoram a si mesmas
Resta-nos observar
o caos agir
e a tudo engolir


Frequência

Parece que todas as tentativas sem respostas parecem estar vagando no vácuo até hoje
CICLICAMENTE
SEM CENÁRIO, REALIZAÇÃO OU IMAGEM VISÍVEIS 
Ando buscando sensações orgânicas traduzidas de maneira simples e reduzida, porém com ritmo, textura e timbre onde possamos ali reencontrar o canal que perdemos conexão a partir do momento que nascemos

Daquilo que nos é inerente ou talvez inerte

quando de si cabe em nós?

se tudo o que quero é me livrar do ego, por que sinto tanto medo? por que me fragilizo só de pensar que um dia eu poderei não ser mais tua? nem você mais meu?
e que, ao mesmo tempo, um lado dentro de mim pensa que não adianta
que eu sei que sou uma pessoa que se esforça 
muito embora as vezes por saber que sem o esforço 
cansamos fácil
mas nada nos pertence senão a própria consciência, corpo e espírito
e que as pessoas vem e vão
e quando elas precisam ir embora, elas vão. e você precisa aceitar
pois da mesma forma que você não quer que te possuam
não deve querer possuir ninguém
mas é o coração que me desracionaliza
diz que não devo suprimir
e que se estamos sentindo
é porque estamos vivos

Brisa

Quando as nuvens
espalham a luz
a sombra dissipa.
Precisamos do abstrato
pra amenizar os excessos
gosto do branco
como um réu confesso
mas sinto falta das cores
que tingem o céu.

E quando a chuva cai
peço humildemente
ao abrir os braços
que esse momento de graça
lave meu coração
sujo de medos.